José Felizol - C.P.T.C. - 30 Setembro 2006

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José Felizol - Prova Del Rio1985

Nacional

13º CAMPEONATO DE PORTUGAL DE PERCURSO DE CAÇA

 

E 1985 ía começar sob o signo da mudança. Havia muito a fazer, muita coisa a mudar. E uma coisa que mudou foi, na continuação do Campeonato de Portugal de Percurso de Caça pelo sistema de contagens, a passagem do número das mesmas, de quatro para cinco, sendo a final que era disputada a 200 pratos obrigatória, a qual somada às duas melhores de 100 pratos, determinaria o vencedor.

O Campeonato começou a 26 e 27 de Janeiro, com a 1ª contagem em Vilamoura. 34 atiradores disputaram-na, tendo saído vencedor ANTÓNIO CÂNDIDO com 89/100, seguido de JOSÉ ESPÍRITO SANTO com 88, ambos a atirarem pelo C.P.T.C. Seguiram-se TEOLINDO VIEGAS de Loulé e LUIS BARATA de Castelo Branco, os dois com 85.

A 2ª contagem foi em Lisboa a 02 e 03 de Fevereiro. Saiu vencedor dela JOÃO FIALHO do C.P.T.C. com 85/100, após desempate com HÉLDER CAVACO de Loulé. Ambos terminaram com 85, tendo o João feito no desempate 19 e o Hélder 16. Em terceiro ficou CARLOS NUNES de Lisboa com 84, seguido de JOSÉ MARINHO com 83 e de ALBERTO MARINHO com 82, os dois na altura a atirarem por Pevidém. Em Lisboa estiveram presentes 44 atiradores.

Castelo Branco fez disputar a 3ª contagem, a qual contou com 43 participantes. Ganhou CARLOS NUNES com 91, seguido de ANTÓNIO CÂNDIDO com 89. Em terceiro ficou JOSÉ CANILHO com 87. BERNARDO SIMÕES ficou na terceira posição, após desempate com JOSÉ MARINHO. Fizeram respectivamente, 86+23 e 86+21 

O Clube de Caçadores do Porto organizou a 4ª contagem, à qual concorreram 45 atiradores. Foi vencedor SÍLVIO LEITE com 89/100. Em segundo ficou HELDER CAVACO com 88, seguindo-se em terceiro BERNARDO SIMÕES com 87. Em quartos com 86, ficaram JOÃO FIALHO, TEOLINDO VIEGAS e EMÍLIO PEREIRA.

Para a final disputada de novo em Vilamoura, apresentaram-se 45 atiradores. Ganhou BERNARDO SIMÕES com 176, após desempate com ALBERTO MARINHO. Em terceiro ficou JOSÉ CANILHO com 174.

A classificação final do Campeonato de Portugal, ficou assim ordenada:

 

BERNARDO SIMÕES

349/400

CARLOS NUNES

348

ANTÓNIO CÂNDIDO

346

JOSÉ CANILHO

344

ALBERTO MARINHO

342

JOÃO FIALHO

335

JOSÉ MARINHO

334

CARLOS PALHAVÃ AMARAL

332

TEOLINDO VIEGAS

331

10º

JOÃO BOTELHO

329

 

JOSÉ ESPÍRITO SANTO

329

 

TAÇA DE PORTUGAL DE PERCURSO DE CAÇA

 

E foi neste ano que se disputou pela primeira vez esta taça. Oferecida por Mário Chaves, destinava-se a ser disputada entre as diversas equipas de clubes.

Na sua primeira edição, foi ganha pelo Clube Português de Tiro a Chumbo, cuja equipa era constituída pelos atiradores ANTÓNIO CÂNDIDO, CARLOS PALHAVÃ AMARAL, JOÃO BOTELHO e JOÃO FIALHO, que fizeram 665/800.

 

Internacional

18º CAMPEONATO DA EUROPA DE PERCURSO DE CAÇA

 

Neste ano e onze depois, o Campeonato da Europa voltou a França, sendo disputado no CLUBE LA ROCHE COULOIR na localidade de Chevreuse, que fica a 40 km. de Paris. A prova decorreu de 25 a 28 de Abril.

E pela primeira vez, a Federação começou a comparticipar as despesas de deslocação dos atiradores seleccionados, mas não as cobrindo ainda totalmente. Igualmente neste ano as viagens começaram a ser feitas de avião, com os membros das delegações nacionais a apresentarem-se todos vestidos da mesma maneira. Até então as comitivas portuguesas não tinham vestuário igual, causando um efeito muito pouco agradável, quando comparado com delegações doutros países, nomeadamente França, Grã-Bretanha, Bélgica, etc. E para conferir ainda mais dignidade às mesmas, quando chefiadas por mim, tinham que se apresentar já no aeroporto com a indumentária oficial. Tive porém que vencer algumas resistências, porque alguns por comodidade ou para me contrariarem, procuravam sempre esquivar-se a isso, transportando-a na mala de porão. Houve inclusive um caso, em que um dos seleccionados foi por mim ameaçado de não seguir viagem, caso não se apresentasse no aeroporto com o traje oficial vestido.

Deslocaram-se a Chevreuse os atiradores:

António Cândido

Augusto Simões

Bernardo Simões

Evangelista Silva

Filipe Rodrigues

Hélder Cavaco

José Canilho

José Espírito Santo

José Pacheco Rodrigues

Teolindo Viegas

Eu chefiei a delegação e o Filas deslocou-se como árbitro.

O Clube La Roche Couloir situava-se no meio de bosques, que rodeavam belas  planícies sempre muito verdes, onde por vezes se avistavam corços e gamos. Os percursos, na altura ainda clássicos, eram desenhados em clareiras ou planícies, sendo de inegável beleza. No centro, onde havia um trap sobre uma planície, foi desenhado um dos mais bonitos e difíceis percursos em que alguma vez atirei. Havia também um lago muito bonito e onde os pratos apresentavam um grau de dificuldade bastante grande.

Todavia a dificuldade não assentava na distância a que se tinha que atirar aos pratos, mas sim às suas trajectórias, ângulos e velocidade, esta muito diferente de uns para os outros. Mas havia igualmente alguns pratos deficientemente marcados e que originavam problemas. Recordo que o Hélder Cavaco a atirar muitíssimo bem, foi altamente prejudicado num percurso, onde uma batida vinda da esquerda, fazendo uma curva elíptica, caía normalmente atrás duma árvore que, creio era um eucalipto (aliás árvore rara em França). O Hélder era e creio que ainda o é, um atirador muito rápido na sua execução. Na “ Plaine “, o tal percurso do trap, tinha feito na primeira vez um 23 que era só o melhor resultado lá registado aos 100 pratos. Já não recordo bem e também não consegui encontrar elementos a este respeito, mas creio que ao fim dos cem  pratos estava em sétimo ou oitavo lugar na classificação geral. Cheio de confiança, apesar de ainda ser um miúdo na altura, iria certamente acabar num lugar de destaque. Porém aquela batida que deveria cair tapando-se atrás de árvore lá no alto, mas aparecendo logo a seguir e dando tempo mais que suficiente para se lhe atirar, bateu na árvore e não se partindo, veio caindo de ramo em ramo, impossibilitando o Hélder de lhe atirar o segundo tiro, pois tinha-a falhado no primeiro. O Filas que era o árbitro desse percurso, talvez por distracção não viu o que se passou e deu-o como sendo zero. Eu que estava presente protestei de imediato, no que fui acompanhado por todos os seis atiradores que compunham a pranchada. Incompreensivelmente porém, o Filas não aceitou os protestos, tendo-se gerado uma enorme discussão. Avisei-o de que ia apresentar uma reclamação, o que acabei por não fazer, porque vi logo que não iria contar com os testemunhos dos outros atiradores presentes, aquando da reunião do júri para apreciação da reclamação. Para além disso, o regulamento da FITASC também não ajudava, pois nele diz-se taxativamente que nenhuma reclamação será aceite se, se referir ao julgamento por parte dos árbitros, sobre o resultado obtido pelos atiradores, ao atirarem a um prato. 

É claro que uma situação como aquela, não poderia deixar de influenciar pela negativa, a actuação do Hélder Cavaco nos 75 pratos a que faltava atirar.

Infelizmente, não estou de posse de elementos que me permitam dizer, quais as classificações dos atiradores portugueses.

E se algum dos atiradores que se deslocaram a França tem na sua posse elementos a este respeito, agradeço que mos faculte, afim de serem incluídos neste texto.

O Campeonato da Europa foi ganho pelo francês J. CLOQUEMIN, o qual entretanto desapareceu do tiro, pois nunca mais o voltei a encontrar. P. CLAYEUX igualmente francês, veio a ganhar em veteranos, a alemã P. PFITZNER repetiu o triunfo do ano anterior em senhoras e o britânico P. FOSTER ganhou juniores.

 

7º CAMPEONATO DO MUNDO DE PERCURSO DE CAÇA

 

 

E chegou a vez de ser a Grã-Bretanha a organizar um Campeonato do Mundo, o qual se desenrolou de 30 de Maio a 02 de Junho de 1985, no Wynyard Park Shooting Ground, em Cleveland.

De Portugal deslocaram-se os atiradores, João Botelho que chefiava, António Cândido, Bernardo Simões, Carlos Nunes e Hélder Cavaco que constituíam a equipa nacional e ainda, Augusto Simões, Artur G. Santos, Filipe Rodrigues e José Pacheco Rodrigues. Igualmente não me foi possível encontrar dados respeitantes às classificações dos nossos atiradores. Pode acontecer que algum dos que lá foram   tenha esses elementos e que queira facultá-los, para serem aqui publicados.

A prova foi ganha por BARRY SIMPSON em seniores, tendo A.J. COOK triunfado em veteranos, ambos da Grã-Bretanha, bem como o júnior P. FOSTER. Em senhoras o triunfo veio a sorrir à francesa G. BATUT. A GRÃ-BRETANHA ganhou em equipas de seniores, não tendo conseguido encontrar as restantes classificações colectivas.

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