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1983
Nacional
11º CAMPEONATO DE PORTUGAL DE PERCURSO DE CAÇA
Em Julho de 1983 o Campeonato de Portugal voltou a disputar-se nas instalações
do C.P.T.C. em Lisboa. Interrompendo a série de vitórias de Armado Marques e de
Bernardo Simões, apenas com a intromissão entre elas de António Cândido e de
Lacerda Barradas, JOSÉ DE MATOS viria a triunfar com 176/200, mais quatro pratos
que AMARO FERREIRA que foi segundo com 172. ALBERTO MARINHO que começava uma
extraordinária carreira na modalidade, foi terceiro com 168, seguido do seu
irmão JOSÉ MARINHO que fez 167. CARLOS NUNES foi quinto com 165, ADÃO SANTOS
sexto com 163, seguido de ANTÓNIO CÂNDIDO, ARMANDO MARQUES, JOÃO RAMOS, JOSÉ
ESPÍRITO SANTO e TEOLINDO VIEGAS, todos com 162. Em veteranos ganhou MÁRIO
CHAVES com 148, seguido de JOSÉ PACHECO RODRIGUES com 138, MANUEL DE OLIVEIRA
com 115 e RAUL MIGUEL com 94. TEOLINDO VIEGAS ganhou juniores ao fazer 162, à
frente de JÁCOME BRUGES que fez 116 e de CHAREPE JR. com 95.
O CLUBE INDUSTRIAL DE PEVIDÉM ganhou colectivamente com 670/800, seguido do
C.P.T.C. com 662 e do CLUBE DE TIRO DE VILAMOURA com 583. A ASSOCIAÇÃO DE TIRO E
CAÇA DE CASTELO BRANCO terminou com 525.
Foi neste ano que o Campeonato de Portugal se começou a disputar a 200 pratos,
para todas as categorias de atirador nele participantes.
Antes, no mês de Março, o Clube de Tiro de Vilamoura organizara o Campeonato do
Algarve. 38 atiradores estiveram presentes, tendo saído vencedor o conhecido
atirador algarvio RUI ROLÃO, que assim mostrou os seus dotes de atirador, para
além do tiro ao voo. Fez 136/150, seguido de ALBERTO MARINHO com 134 e de LUIS
BARATA com 133. MÁRIO CHAVES ganhou veteranos e TEOLINDO VIEGAS juniores.
Também a ASSOCIAÇÃO DE TIRO E CAÇA DE CASTELO BRANCO, que entretanto tinha
inaugurado no Stand da Mata instalações de Percurso de Caça, no ano anterior,
fez disputar o 2º Campeonato da Beira Baixa. E aqui não posso deixar de prestar
homenagem aos seus criadores, esses dois grandes caçadores e homens do tiro, que
foram OCTÁVIO BARATA e o seu filho LUIS, ambos infelizmente já falecidos. E se a
organização das provas que aí se disputaram por vezes tenham deixado muito a
desejar, não podemos esquecer que aquele pequeno clube não tinha condições
logísticas nem administrativas, como as dos outros clubes existentes,
nomeadamente os de Lisboa, Porto e Vilamoura. E malgrado a distância e as
estradas que nada tinham a ver com as de hoje, ir a Castelo Branco a atirar era
algo que todos fazíamos com o maior agrado. Não só pela beleza dos percursos,
naquela paisagem típica da Beira Baixa, onde rochas enormes pareciam ter nascido
no meio de pinhais ou de prados mais ou menos verdejantes, mas também porque era
o único sítio onde ficávamos quase todos instalados no mesmo local. E esse local
era o aprazível motel, passe a publicidade, da Represa, o qual tinha para além
do restaurante normal, uma taberna onde se comiam uns bons petiscos e se reuniam
os “artistas” António Cândido, Chico Troncão, Ernesto Durão, Júlio Pereira e
todos os outros, para uns fados ou cantigas tradicionais da Beira Baixa ou do
Alentejo, consoante os dotes de cada um. E que belas noites aí foram passadas!
Internacional
16º CAMPEONATO DA EUROPA DE PERCURSO DE CAÇA
Disputou-se em Espanha na andaluza cidade de Almeria. Poucos elementos encontrei
a respeito desta prova. Nem sequer consegui descobrir se estiveram presentes
portugueses. O francês MICHEL COME ganhou seniores, tendo o também francês P.
CLAYEUX vencido em veteranos. A britânica ANTHEA HILLYER foi pela segunda vez
campeã da Europa em senhoras e em juniores ganhou o também britânico P. DODD.
Também não consegui encontrar a classificação colectiva.
Se a memória não me falha, foi a caminho de Almeria que faleceu num desastre de
aviação, o inglês ARMISTEAD, membro da FITASC, onde era salvo erro presidente da
sub-comissão de arbitragem. E se aqui falo nele é porque foi este senhor que em
1981 em Lisboa, durante o Campeonato da Europa, me fez o exame para árbitro
internacional de Percurso de Caça. Aprovado que fui, passei a ser o terceiro
árbitro internacional, depois do Filipe Gomes Pereira, mais conhecido no tiro
por “FILAS” e do João Franco que entretanto desapareceu completamente, nunca
mais tendo tido notícias dele, após a sua saída da Direcção do CPTC onde era
Vice-Presidente. Naquela época, as licenças de árbitro internacional só eram
passadas, após um exame feito por um membro da FITASC.
5º CAMPEONATO DO MUNDO DE PERCURSO DE CAÇA
Neste ano o Campeonato do Mundo voltou a Portugal. Foi organizado pelo Clube de
Caçadores do Porto nas suas instalações da Agra. Eram precisos árbitros e eu
ofereci-me para arbitrar. Calhou-me a “Lebre” que era e continua a ser um dos
mais bonitos campos de Percurso de Caça existentes no nosso País e que tinha
esse nome porque havia um prato a descer que imitava aquele animal.
Posteriormente acabaram com esse prato e o percurso passou a denominar-se
“Perdiz”. Durante três dias arbitrei naquele enorme buraco, tendo de lá saído
com um enorme “bronzeado” tipo pedreiro e razoavelmente mais magro, pois o tiro
não parava porque não havia árbitros suplentes. Para conseguir comer algo,
valiam-me atiradores simpáticos a quem pedia para me levarem uma sanduíche e uma
cervejola. Claro que o “Filas” não tinha esse problema, porque ficava sempre no
campo mais próximo do bar.
Contrariando o natural favoritismo de MICHEL RIBOULET, veio a ganhar o
desconhecido na altura MICHEL MANJOT. E digo desconhecido porque o Michel Manjot
enquanto júnior, se bem que não atirasse mal, nunca conseguira ganhar um
campeonato importante. Mas no Porto ganhou e com uma vantagem de três pratos
para o campeoníssimo Riboulet. MICHEL MANJOT terminou com 187/200 e MICHEL
RIBOULET fez 184. Em terceiro ficou A. J. SMITH, que começava também a dar nas
vistas, com 183 após um fantástico desempate, em que deu uma banhada de oito
pratos ao também francês ANDRÉ GREJON, que não foi além de um treze. Em quinto
ficou o na altura muito jovem espanhol F. LOZAÑO com 182.
Na categoria de veteranos ganhou o britânico D. DODD com 165, seguido do francês
P. CAYEUX com 159. No terceiro lugar ficou o também britânico S. BARLOW com 157.
AUGUSTO SIMÕES ficaria em quinto com 156, MÁRIO CHAVES foi oitavo com 145 e DEL
RIO décimo quinto com 129. ANTHEA HILLYER ganhou senhoras com 164 e P.DODD
imitando o seu pai, ganhou juniores com 177.
Por equipas PORTUGAL viria a terminar no sétimo lugar, atrás da AUSTRÁLIA,
BÉLGICA, ÁFRICA DO SUL, ESPANHA, FRANÇA e GRÃ-BRETANHA, a grande vencedora.
Infelizmente não consegui encontrar elementos a respeito da participação dos
restantes atiradores portugueses.
GRANDE PRÉMIO FITASC
Afim de conseguir a homologação dos seus campos de
tiro, para a organização de futuros Campeonatos da Europa ou do Mundo. O Clube
de Tiro de Vilamoura obteve da Federação Internacional, a incumbência de
organizar um GRANDE PRÉMIO FITASC.
Não recordo a data da sua realização, nem quantos participantes teve. Sei que
havia vários estrangeiros, entre eles o belga MARC POLET que viria a ganhar.
Pelas fotos que consegui encontrar, vê-se que JOÃO FIALHO foi 6º na geral e JOSÉ
ESPÍRITO SANTO foi 11º. Em veteranos ganhou o francês ROGER MANJOT, seguido de
EVANGELISTA SILVA, MÁRIO CHAVES e JOSÉ PACHECO RODRIGUES.
Por equipas venceu a GRÃ-BRETANHA, seguida de PORTUGAL e da BÉLGICA. A equipa
nacional era constituída por Bernardo Simões, José Canilho e José Espírito
Santo.

Marc Polet recebe das mãos de Luc Grisel, na
altura Presidente da Comissão de Percurso de Caça, os prémios correspondentes à
sua vitória.

Os onze primeiros classificados na geral.

Os Veteranos no pódio.

O pódio das equipas. Reconhecem-se, Bernardo
Simões, José Canilho, José Espírito Santo
e o britânico Colin Foden.
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