José Felizol - C.P.T.C. - 30 Setembro 2006

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José Felizol - Prova Del Rio1983

Nacional

11º CAMPEONATO DE PORTUGAL DE PERCURSO DE CAÇA

Em Julho de 1983 o Campeonato de Portugal voltou a disputar-se nas instalações do C.P.T.C. em Lisboa. Interrompendo a série de vitórias de Armado Marques e de Bernardo Simões, apenas com a intromissão entre elas de António Cândido e de Lacerda Barradas, JOSÉ DE MATOS viria a triunfar com 176/200, mais quatro pratos que AMARO FERREIRA que foi segundo com 172. ALBERTO MARINHO que começava uma extraordinária carreira na modalidade, foi terceiro com 168, seguido do seu irmão JOSÉ MARINHO que fez 167. CARLOS NUNES foi quinto com 165, ADÃO SANTOS sexto com 163, seguido de ANTÓNIO CÂNDIDO, ARMANDO MARQUES, JOÃO RAMOS, JOSÉ ESPÍRITO SANTO e TEOLINDO VIEGAS, todos com 162. Em veteranos ganhou MÁRIO CHAVES com 148, seguido de JOSÉ PACHECO RODRIGUES com 138, MANUEL DE OLIVEIRA com 115 e RAUL MIGUEL com 94. TEOLINDO VIEGAS ganhou juniores ao fazer 162, à frente de JÁCOME BRUGES que fez 116 e de CHAREPE JR. com 95.

O CLUBE INDUSTRIAL DE PEVIDÉM ganhou colectivamente com 670/800, seguido do C.P.T.C. com 662 e do CLUBE DE TIRO DE VILAMOURA com 583. A ASSOCIAÇÃO DE TIRO E CAÇA DE CASTELO BRANCO terminou com 525.

Foi neste ano que o Campeonato de Portugal se começou a disputar a 200 pratos, para todas as categorias de atirador nele participantes.

Antes, no mês de Março, o Clube de Tiro de Vilamoura organizara o Campeonato do Algarve. 38 atiradores estiveram presentes, tendo saído vencedor o conhecido atirador algarvio RUI ROLÃO, que assim mostrou os seus dotes de atirador, para além do tiro ao voo. Fez 136/150, seguido de ALBERTO MARINHO com 134 e de LUIS BARATA com 133. MÁRIO CHAVES ganhou veteranos e TEOLINDO VIEGAS juniores.

Também a ASSOCIAÇÃO DE TIRO E CAÇA DE CASTELO BRANCO, que entretanto tinha inaugurado no Stand da Mata instalações de Percurso de Caça, no ano anterior, fez disputar o 2º Campeonato da Beira Baixa. E aqui não posso deixar de prestar homenagem aos seus criadores, esses dois grandes caçadores e homens do tiro, que foram OCTÁVIO BARATA e o seu filho LUIS, ambos infelizmente já falecidos. E se a organização das provas que aí se disputaram por vezes tenham deixado muito a desejar, não podemos esquecer que aquele pequeno clube não tinha condições logísticas nem administrativas, como as dos outros clubes existentes, nomeadamente os de Lisboa, Porto e Vilamoura. E malgrado a distância e as estradas que nada tinham a ver com as de hoje, ir a Castelo Branco a atirar era algo que todos fazíamos com o maior agrado. Não só pela beleza dos percursos, naquela paisagem típica da Beira Baixa, onde rochas enormes pareciam ter nascido no meio de pinhais ou de prados mais ou menos verdejantes, mas também porque era o único sítio onde ficávamos quase todos instalados no mesmo local. E esse local era o aprazível motel, passe a publicidade, da Represa, o qual tinha para além do restaurante normal, uma taberna onde se comiam uns bons petiscos e se reuniam os “artistas” António Cândido, Chico Troncão, Ernesto Durão, Júlio Pereira e todos os outros, para uns fados ou cantigas tradicionais da Beira Baixa ou do Alentejo, consoante os dotes de cada um. E que belas noites aí foram passadas!

Internacional

16º CAMPEONATO DA EUROPA DE PERCURSO DE CAÇA

Disputou-se em Espanha na andaluza cidade de Almeria. Poucos elementos encontrei a respeito desta prova. Nem sequer consegui descobrir se estiveram presentes portugueses. O francês MICHEL COME ganhou seniores, tendo o também francês P. CLAYEUX vencido em veteranos. A britânica ANTHEA HILLYER foi pela segunda vez campeã da Europa em senhoras e em juniores ganhou o também britânico P. DODD. Também não consegui encontrar a classificação colectiva.

Se a memória não me falha, foi a caminho de Almeria que faleceu num desastre de aviação, o inglês ARMISTEAD, membro da FITASC, onde era salvo erro presidente da sub-comissão de arbitragem. E se aqui falo nele é porque foi este senhor que em 1981 em Lisboa, durante o Campeonato da Europa, me fez o exame para árbitro internacional de Percurso de Caça. Aprovado que fui, passei a ser o terceiro árbitro internacional, depois do Filipe Gomes Pereira, mais conhecido no tiro por “FILAS” e do João Franco que entretanto desapareceu completamente, nunca mais tendo tido notícias dele, após a sua saída da Direcção do CPTC onde era Vice-Presidente. Naquela época, as licenças de árbitro internacional só eram passadas, após um exame feito por um membro da FITASC.

5º CAMPEONATO DO MUNDO DE PERCURSO DE CAÇA 

Neste ano o Campeonato do Mundo voltou a Portugal. Foi organizado pelo Clube de Caçadores do Porto nas suas instalações da Agra. Eram precisos árbitros e eu ofereci-me para arbitrar. Calhou-me a “Lebre” que era e continua a ser um dos mais bonitos campos de Percurso de Caça existentes no nosso País e que tinha esse nome porque havia um prato a descer que imitava aquele animal. Posteriormente acabaram com esse prato e o percurso passou a denominar-se “Perdiz”. Durante três dias arbitrei naquele enorme buraco, tendo de lá saído com um enorme “bronzeado” tipo pedreiro e razoavelmente mais magro, pois o tiro não parava porque não havia árbitros suplentes. Para conseguir comer algo, valiam-me atiradores simpáticos a quem pedia para me levarem uma sanduíche e uma cervejola. Claro que o “Filas” não tinha esse problema, porque ficava sempre no campo mais próximo do bar.

Contrariando o natural favoritismo de MICHEL RIBOULET, veio a ganhar o desconhecido na altura MICHEL MANJOT. E digo desconhecido porque o Michel Manjot enquanto júnior, se bem que não atirasse mal, nunca conseguira ganhar um campeonato importante. Mas no Porto ganhou e com uma vantagem de três pratos para o campeoníssimo Riboulet. MICHEL MANJOT terminou com 187/200 e MICHEL RIBOULET fez 184. Em terceiro ficou A. J. SMITH, que começava também a dar nas vistas, com 183 após um fantástico desempate, em que deu uma banhada de oito pratos ao também francês ANDRÉ GREJON, que não foi além de um treze. Em quinto ficou o na altura muito jovem espanhol F. LOZAÑO com 182.

Na categoria de veteranos ganhou o britânico D. DODD com 165, seguido do francês P. CAYEUX com 159. No terceiro lugar ficou o também britânico S. BARLOW com 157. AUGUSTO SIMÕES ficaria em quinto com 156, MÁRIO CHAVES foi oitavo com 145 e DEL RIO décimo quinto com 129. ANTHEA HILLYER ganhou senhoras com 164 e P.DODD imitando o seu pai, ganhou juniores com 177.

Por equipas PORTUGAL viria a terminar no sétimo lugar, atrás da AUSTRÁLIA, BÉLGICA, ÁFRICA DO SUL, ESPANHA, FRANÇA e GRÃ-BRETANHA, a grande vencedora.

Infelizmente não consegui encontrar elementos a respeito da participação dos restantes atiradores portugueses. 

GRANDE PRÉMIO FITASC

Afim de conseguir a homologação dos seus campos de tiro, para a organização de futuros Campeonatos da Europa ou do Mundo. O Clube de Tiro de Vilamoura obteve da Federação Internacional, a incumbência de organizar um GRANDE PRÉMIO FITASC.
Não recordo a data da sua realização, nem quantos participantes teve. Sei que havia vários estrangeiros, entre eles o belga MARC POLET que viria a ganhar. Pelas fotos que consegui encontrar, vê-se que JOÃO FIALHO foi 6º na geral e JOSÉ ESPÍRITO SANTO foi 11º. Em veteranos ganhou o francês ROGER MANJOT, seguido de EVANGELISTA SILVA, MÁRIO CHAVES e JOSÉ PACHECO RODRIGUES.
Por equipas venceu a GRÃ-BRETANHA, seguida de PORTUGAL e da BÉLGICA. A equipa nacional era constituída por Bernardo Simões, José Canilho e José Espírito Santo.

Marc Polet recebe das mãos de Luc Grisel, na altura Presidente da Comissão de Percurso de Caça, os prémios correspondentes à sua vitória.

 

Os onze primeiros classificados na geral.

 

Os Veteranos no pódio.

 

O pódio das equipas. Reconhecem-se, Bernardo Simões, José Canilho, José Espírito Santo

e o britânico Colin Foden.

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