José Felizol - C.P.T.C. - 30 Setembro 2006

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José Felizol - Prova Del Rio1981

Nacional

CLUBE DE TIRO DE VILAMOURA

Foi no dia 16 de Janeiro de 1981 que se deu a inauguração do Clube de Tiro de Vilamoura. MÁRIO CHAVES que habitualmente passava as férias em Lagos, logo que Vilamoura foi criada comprou uma casa lá. Vendo o enorme potencial que a nova estância turística poderia ter para o tiro e beneficiando da vontade da Lusotur em criar novas estruturas que aumentassem a oferta turística, não hesitou. Apoiado entusiasticamente por CARLOS FAGULHA e por JORGE CRUZ, criaram o Cube de Tiro de Vilamoura. A Lusotur disponibilizou o espaço, o qual se situa muito próximo da entrada principal da estância. O Clube começou com quatro campos de tiro ao voo, dois fossos olímpicos, que funcionavam igualmente como fossos universais, salvo erro um skeet e oito percursos de caça clássicos. Destes, quatro eram feitos nos campos de fosso e os outros quatro no meio do pinhal, onde quatro torres com cerca de vinte metros de altura aumentavam a diversidade de pratos a atirar. Uma sede e restaurante provisórios foram igualmente instalados. Posteriormente foi feito o quinto campo de tiro ao voo, onde se passou igualmente a atirar em percurso de caça e montado mais um skeet. Igualmente foi construído um novo edifício, onde passaram a funcionar a sede, o restaurante e zonas de apoio. Inicialmente instalado na periferia da estância, o clube está agora condenado a fechar, devido à enorme pressão que a construção imobiliária exerce na zona. Fala-se em novas instalações (fora de Vilamoura), mas até à presente data, nada está definido. E é pena. O Algarve merece um campo de tiro com qualidade. Lá existem muitos e bons atiradores, que precisam dum local com dignidade, onde possam praticar o seu desporto favorito. E isto para não falar dos clientes ingleses, que até propositadamente se deslocam ao Algarve, só porque com condições climatéricas semelhantes, nada têm na Europa ou no Mundo, a pouco mais de duas horas de viagem de avião.

 

9º CAMPEONATO DE PORTUGAL DE PERCURSO DE CAÇA


Neste ano e uma vez que o Clube de Caçadores do Porto já tinha instalado campos de tiro para Percurso de Caça e já tinha organizado um Campeonato da Europa, a Federação confiou ao mesmo Clube a organização do Campeonato de Portugal, o qual se disputou nos dias 4 e 5 de Abril. BERNARDO SIMÕES viria a triunfar, conquistando assim o seu terceiro título de Campeão de Portugal. Fez 179/200, mais 7 pratos que JOSÉ MARINHO que ficou em segundo com 172. Na terceira posição ficou COSTA RAMOS com 169 + 21, ANTÓNIO CÂNDIDO foi quarto com 169 + 20, ALBERTO MARINHO foi quinto com 168. Classificaram-se a seguir, em sexto JOÃO RAMOS com 166, em sétimos LACERDA BARRADAS, AMARO FERREIRA e SÍLVIO LEITE com 163 e em oitavos EVANGELISTA SILVA e ALBERTO DINIZ com 162.
Em veteranos AUGUSTO SIMÕES era praticamente invencível. Ganhou com 124/150, mais sete pratos que MÁRIO CHAVES que foi segundo com 117. JOSÉ DEL RIO foi terceiro com 99 e JOSÉ PACHECO RODRIGUES ficou em quarto com 96.
Em senhoras ANA MARIA SIMÕES fez 64/150 e superiorizou-se a MARIA LUÍSA FERREIRA que não foi além de 48.
ROCHA JÚNIOR foi o único júnior inscrito, tendo terminado com 100/150.
Como curiosidade, anote-se o facto de a família SIMÕES ter arrecadado três dos quatro títulos em disputa. Só não ganharam juniores porque na altura não tinham nenhum para inscrever.


Internacional
14º CAMPEONATO DA EUROPA DE PERCURSO DE CAÇA

Foto: Copyright © C.P.T.C.

Ao CLUBE PORTUGUÊS DE TIRO A CHUMBO foi confiada pela quarta vez, a organização dum Campeonato da Europa. A confiança depositada no Clube de Lisboa pelas Federações nacional e internacional, era inteiramente merecida, dada a qualidade que tiveram as anteriores organizações, não só desta modalidade, como também na de tiro ao voo. Para além disso a proximidade a que os hotéis estão do stand, bem como o próprio aeroporto, sempre foram do agrado dos estrangeiros que nos visitavam. 133 atiradores de vários países estiveram presentes e esse número que nos dias de hoje é largamente ultrapassado, era o possível, atendendo aos oito percursos clássicos de que o CPTC dispunha. O Clube de Lisboa, não querendo deixar os seus créditos por mãos alheias, voltou a brindar todos os participantes com uma organização exemplar. Em seniores MICHEL RIBOULET viria a triunfar de novo em Lisboa, vingando assim a derrota que lhe for imposta no ano anterior no Porto por PATRICK HOWE, que desta vez não conseguiu sequer ficar entre os dez primeiros classificados. Fez 178/200 e deixou o segundo, o seu compatriota CHRISTIAN BLASSEL que fez 170 a oito pratos. Em terceiro ficou o espanhol JUAN HERMOSILLA com 169. Os franceses C. MARSALEIX e JEAN CLAUDE MENG ficaram em quarto com 166 e o também francês ANDRÉ GREJON foi sexto junto com o espanhol HENRIQUE PEREZ, AMBOS COM 165. Em oitavos ficaram os ingleses A. G. SMITH (que despontava para uma grande carreira), D. LAWTON e G. M. COWLER, todos com 164.
 

Copyright  Revista Diana/1981

Michel Riboulet no C.P.T.C.        Copyright Revista Diana/1981

Em veteranos AUGUSTO SIMÕES venceu novamente, ganhando pela quarta e última vez um Campeonato da Europa. Fez 105/150 e bateu por um prato o francês P. CLAYEUX. No terceiro lugar ficou o inglês S. BARLOW com 103. Vitória “suada” pois do “velho cuco”, que nos deu a alegria de fazer a nossa bandeira subir no mastro de honra.


Copyright  Revista Diana/1981

Augusto Simões no C.P.T.C.     Copyright Revista Diana/1981

Copyright  Revista Diana/1981


Em senhoras ganhou a simpatiquíssima CLAUDE MENG, mulher do também muito simpático Jean Claude Meng. Fez 128/200, tendo a inglesa A. HILLYER feito 125. Esta atiradora começou neste ano uma impressionante série de vitórias, em Campeonatos da Europa e do Mundo. No terceiro lugar ficou a belga J. DELACROIX com 110. Ana Maria Simões, filha do campeoníssimo Augusto Simões, apesar da sua pouca experiência face às suas cotadas opositoras, foi sétima com 88.
Em juniores ganhou o espanhol J. GUARDIOLA, que fez 118/150. No segundo posto ficou o francês C. DE LORENZI com 114 e em terceiro o inglês O FENNER com 104.
Nas equipas nacionais a vitória sorriu à ESPANHA com 660/800. No segundo lugar ficou a FRANÇA com 648 e no terceiro a INGLATERRA com 637. Os elementos que consegui reunir deste campeonato são escassos, mas creio que Portugal ficou em quinto atrás da Bélgica. Igualmente no que respeita a participação de portugueses, não consegui encontrar quaisquer elementos.

 

3º CAMPEONATO DO MUNDO DE PERCURSO DE CAÇA


À Espanha e à cidade de Madrid, foi atribuída a organização do 3º Campeonato do Mundo. Disputou-se no stand de Somontes, de 19 a 21 de Junho e pouco se sabe acerca do mesmo. Sei que alguns portugueses estiveram presentes e eu próprio estive para ir. Porém à última hora acabei por não poder deslocar-me. Sei que entre os presentes estavam Augusto Simões, a sua filha Ana Maria, Evangelista Silva, César Ribeiro, Lacerda Barradas e Pedro Belchior. AUGUSTO SIMÕES se bem que não tenha conseguido vencer desta vez, alcançou o pódio, classificando-se na terceira posição. Nada mais sei das classificações dos restantes. Em Madrid o inglês D. LAWTON ganhou em seniores, tendo o também inglês BARLOW ganho veteranos. CLAUDE MENG fez a dobradinha e ganhou em senhoras. Aliás igualmente em juniores o espanhol J. GUARDIOLA ganhou, juntando o título ao de campeão da Europa, que ganhara em Lisboa. A Inglaterra viria a triunfar por equipas de seniores.

A TORRE DE ALTO VOO EM MONSANTO

A torre de alto voo instalada no C.P.T.C. em Monsanto, com os seus 25 metros de altura, era escorada nos seus quatro lados por cabos de aço,  instalados mais ou menos a meia altura, ligados obliquamente ao solo, onde eram fixados em grossas poitas de cimento, parcialmente enterradas.

Com o passar dos anos, as contínuas subidas e descidas das máquinas carregadas de pratos, e o balançar causado pelos ventos e também pelo lançar de pratos, esses cabos começaram a ficar bambos e cansados. Várias vezes alertei os responsáveis para o perigo que tal representava, pois a torre poderia vir a cair.

A determinada altura (não me foi possível saber exactamente quando) a torre deu de si e tombou de lado, tendo porém ficado sustida pelos cabos. Conseguiu-se repô-la na posição vertical, tendo-se procedido ao esticamento dos mesmos. Porém, salvo erro no fim de 1981 (informação prestada pelo José Luís Montalvão que na altura era director do C.P.T.C.) e à falta de elementos arquivados na secretaria, a mencionada torre viria a cair totalmente durante um grande temporal que assolou Lisboa.

Isto deve ter acontecido durante a  noite duma Sexta-feira ou dum Sábado. Eu na altura residia no Lumiar e de manhã, quando como era habitual me dirigia para o clube, vi com angústia (na Segunda Circular via-se bem a torre a emergir do arvoredo de Monsanto) que faltava algo na paisagem da serra. Era verdade infelizmente. A torre caíra na direcção Norte, tendo mesmo assim poupado a casa onde se guardavam acessórios, pratos e onde estava instalado o telefone. Mais uma vez, as “forças”  adversas do Percurso de Caça, causavam impunemente um enorme prejuízo ao Clube e aos seus associados praticantes da modalidade.

 

Queda da Torre em Lisboa 1981

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