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1973
1973
1º CAMPEONATO DE PORTUGAL DE PERCURSO DE CAÇA
E chegamos a 1973. Segundo os dados de que
disponho, realizou-se neste ano o 1º Campeonato de Portugal da modalidade. O
local foi o Clube de Lisboa, único que dispunha de campos preparados para
disputar provas de Percurso de Caça. Apenas eram considerados como concorrentes,
seniores e veteranos. Os primeiros atiraram a 200 pratos enquanto “os velhotes“
o fizeram apenas a 100 pratos. Com 175 em 200, ARMANDO MARQUES fazendo jus ao
seu ecletismo venceu, deixando LUÍS CHAMPALIMAUD a 15 pratos. ROMÃO GUERREIRO
com 160, JOÃO GUEDES com 159 e JOSÉ LUÍS MONTALVÃO com 158, seguiram-se na
classificação de seniores. Em veteranos ganhou ROMÃO GUERREIRO, com 101 em 125,
após ter desempatado com AUGUSTO SIMÕES, que fez 99 e 125. Seguiram-se MÁRIO
CHAVES com 71, ANTÓNIO MOURA com 65 e JOAQUIM CARDIM igualmente com 65 em 100.
6º CAMPEONATO DA EUROPA DE
PERCURSO DE CAÇA MUNIQUE
Lá fora viria a disputar-se o 6º Campeonato da Europa, o qual teve lugar na
Alemanha, perto da cidade de MUNIQUE. Portugal concorreu, creio que pela
primeira vez fora de portas, tendo-se deslocado Armando Marques, Mário Chaves,
José Del Rio, Romão Guerreiro, José Luís Guedes, entre outros. E aí Armando
Marques esteve quase, quase a ganhar o campeonato. Partiu para a ultima série de
25 pratos, com seis de vantagem sobre o segundo. O ultimo percurso a que atirou
tinha entre os vários tipos de pratos, hélices. Ao falhar algumas viria a perder
o primeiro lugar para o italiano L. BRUNETTI, sendo ainda obrigado a desempatar
para o segundo lugar. Acabou em terceiro, naquela que até hoje, é a melhor
classificação dum português, num Campeonato da Europa da modalidade.
Na deslocação da equipa portuguesa a este campeonato, aconteceu um episódio que
não deixou de ter piada, para além dos incómodos que causou. À boa maneira
portuguesa, não declararam as armas ao chegar e por isso foram presos no
aeroporto. Nada tendo que justificasse a posse delas, valeu-lhes o Romão
Guerreiro que por acaso tinha consigo um programa da prova e que foi o
suficiente para resolver o problema.

O grupo que se deslocou a Munique ao 6º Campeonato da Europa de Percurso de
Caça.
De pé: Romão Guerreiro, João Guedes, Armando Marques, José Del Rio, Mário Chaves
e Augusto Simões
Em baixo: José Luís Montalvão, Luís Champalimaud e Eng.º Monteiro FOTO:
© CPTC
Nota: Nesta altura em que o Percurso de Caça se
começava a desenvolver, mas que estava ainda nos seus inícios, atirava-se a
distâncias quase iguais às do Skeet, isto é, muito fáceis. Os aderentes à nova
modalidade ou eram oriundos dele ou do Trap ou Fosso Olímpico, ou do Tiro ao
Voo. As armas que possuíam ou eram abertas ou fechadas. Pouco a pouco as
distâncias foram-se alongando, criando um novo tipo de tiro aos pratos, a
distâncias intermédias entre as modalidades existentes, mas mantendo algumas
distâncias muito curtas e outras mais longas. E logicamente começou a procura de
armas com canos mais ou menos abertos, que melhor respondessem às exigências do
novo tipo de tiro.
Recordo-me de ter um dia ouvido dizer a Mário Chaves, que tinha participado
numa reunião geral da FITASC no “ Bois de Bologne ” em Paris, onde havia um
clube de tiro chamado “ Le Cercle du Bois “, e a Federação Internacional se
reunia todos os anos para marcações de datas. Presente nessa reunião e
solicitado para isso, o Director-Geral da F.N. de Herstal, prontificou-se a
estudar uma nova espingarda, que se adaptasse ao fim em vista. E assim, em fins
de 1974, a firma belga pôs à venda um lote de salvo erro 70 novas espingardas,
às quais chamou “ SPÉCIAL PARCOURS DE CHASSE “. O, na altura representante da
marca em Portugal, encomendou creio que oito, as quais rapidamente se venderam.
Das oito vindas, quatro eram mais abertas e as outras quatro mais fechadas. Bem
aconselhado, acabei por comprar uma das mais abertas, tendo posteriormente
adquirido uma das mais fechadas.
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